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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Metonímia

Meu pai colocou meu nome num barquinho que comprou,
É miúdo.
Uma insignificância do meio do oceano de vaga vaga .
É reles.

De uma cruel e desleixada vileza.
De uma pequenez quase lírica.

É reles.

Mal cabem nele dois homens e o isopor para pescaria.

Mal cabem dois homens.

Talvez somente ele-solitário- e o isopor.

Mas, como no milagre,
o barco que leva meu nome caminha sobre as águas.


Lívia Natália.

Uma linda poetisa adorei nosso encontro.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Carpe dien

Ah ele é assim sorriso de menino,
Olhar de gato negro,
E abraço de abrigo quente, envolvente 
Como não se apaixonar por esse rapaz?

Ele chega devagar, beija devagar 
E devagar te leva pela mão 
E dai em diante nem sei se o que acontece 
É real ou sonho, se é erro ou paixão 

Seu amor trás paz e carinho 
Trás momentos únicos aos apaixonados pelo luar 
Esse rapaz é inesquecível
E irresistível, como não querer amar?

Ah meu bem, era pra ser você
tinha que ser você... Mas não é!
E tudo que é, sei lá
Só sei que sempre vou te admirar .

Janaína Bonfim .

( essa poesia foi feita pra uma pessoa muito especial na minha vida e espero que ele encontre alguem tão especial e amável como ele é e sempre foi : Jeck Samus)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Meu caminho

E se as raízes que fiz me seguem pelo percurso
Das estradas com espinhos que minhas marcas mostram
É porque as escolhas que fiz não me deixam sozinho.

Como posso negá-las, ou até mesmo fingir
que não as pertenço?
Se mesmo antes de saber elas já me pertenciam.

Minhas raízes me moldaram e nutriram
Pra que eu me tornasse uma mulher, consciente do meu espaço
E desse mundo lotado de ignorância e desigualdade
enfim não nego nenhum pedaço.

Nenhuma cicatriz, nenhum percalço
Nada, Porque minha estrada atrás dos meus pés me transformaram
no que sou ... Mulher de verdade!


Janaína Bonfim.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mareados ...

Ás vezes quero te engolir, 
Como o mar engole o rio,
Misturas as águas calmas do teu rio,
Com as tormentas do meu oceano.

Depois tenho vontade de te ninar em águas quentes 
Te fazer enlouquecer com minhas ondas que lambem a areia,
Te enfeitiçar feito sereia.

Meu amor nessa dança, 
De natureza a flor da pele, 
Meu coração por você inflama.
E não reclama, enquanto adormece 
em suas calmas margens.  


Janaína Bonfim.