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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cigana

Atormenta-me com os sonhos não vividos
Atormenta-me com as histórias do passado
Aprisiona-me no amor não correspondido
Apavora-me com o amor furtado

Diga-me mentiras honestas e verdades insanas
Diga-me que sou o único
Desperta-me bruscamete com um  beijo as tantas
Que durmo novamente no mesmo beijo cigana

Abandona-me se o prato estiver por vim
Cala-me se em ímpeto tentar te impedir
Deixe-me somente as lembranças a me ninar
E leve consigo as minhas angustia ao despertar .

Janaína Bonfim.

caso de horra

 Admiro-me com sua coragem covarde
De tentar substimar uma mulher ferida
Você sabia que relutava em me entregar
Mas me entreguei

Admiro-me com suas palavras sínicas
Que antes de me apunhalar
Juravam um amor irresistivel
Até mesmo pra mim uma presa dificil

Você meu bem me fez pagar caro
Por ter acreditado de novo
porém admirado ficara com o troco

A vingança não é a questão nesse caso
Nesse caso devo lavar minha honrra
Por ser um pobre apaixonado Nas mãos de um esperto disavisado

E quando esse dia chegar
Os sonhos e as lembranças que em mim
fez brotar e dasabar
Vão ter pra você um gosto mais amargo

E só assim te abandonarei meu bem
E só assim deixarei você pra trás ...

Janaína Bonfim .

- Um conselho

" Movimente-se, inspire-se
enxergue o óbvio ainda que seja óbvio
pare de derrubar portas abertas
não se encuque com a toca
pare de andar na defensiva e saiba
usar a ofensiva.
Abra seu olhar, experimente sem medo
de gostar e se gostar não se torne fanático
você está sozinho, porém isso não é uma regra
ande até onde pode ir, incisa até onde valer a pena
aprenda diferenciar aliado de conhecido
inimigo de ameaça
e principalmente de qual o lado certo pra você estar
covêniencia não é uma boa,
ambição deve ser medida e você deve saber até onde ela é benéfica
para você e para os outros.
Amar por inteiro sem se apegar aos fantasmas
de outros amores, sofrer te faz crescer
respeitar e exigir o mesmo.
Postura; é isso q a vida quer de você de mim e deles ."

Janaína Bonfim.

O ritual

Ele caminhou até a praça mais proxima
acendeu um cigarro e viu na fumaça que soltava
o rosto dela, aquele sorriso meigo que
o fazia flutuar, lembrou também o braço que o
enlaçava fazendo-o sentir-se em casa e quando
não mais aguentou deixou com que as lágrimas o invadisse
e se rendeu a dor.
Primeiro a dor da saudade, depois uma dor desesperadora
porque sabia que nunca mais iria ver aqueles olhos
que haviam o prendido desde o
primeiro instate que despretenciosamente
cruzou com os seus.
Então levantou daquela praça com a feição
de um mulambo e a certeza que durante um tempo voltaria
ali mais vezes pra repitir ess ritual, acendeu
outro cigarro e sumiu na escuridão...

Janaína Bonfim.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Lembrar ...

Lembrar de você me toma por inteiro
E quando vejo não mais me pertenço
Você está em mim em cada gesto despreocupado
Está no meu intimo desejo

Lembrar de você é como o vento
Ás vezes é uma brisa que conforta
outras vezes é um tornado que me leva embora
Só deixando os rastos do tempo

Ás vezes consigo não lembra quase um dia todo
Então chega a noite, e como um acoite me massacra com
as lembranças que não me deixam por nada ...

Lembrar de você só isso me restou
E mesmo que seja perturbador
São as lembranças que me fazem sentir vivo...

Janaína Bonfim .

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Já dizia o poeta !

Poética

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinícius de Moraes