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terça-feira, 24 de maio de 2011

A Lágrima

Ontem chorei, desengasguei enfim aquela lágrima que a tanto tempo
eu engole.
Você lembra dela é aquela que me recusei derramar em sua presença
aquela que esconde porque você não merecia vê-la escorrer assim
É assim é aquela que nunca pensei que você pudesse provocar, logo você
que sempre me arrancou sorrisos, agora me arrancava lágrimas tão fortes e difíceis
de serem controladas tal como o amor que sentia por te.
Confesso aliviei-me por tê-la expulsado e mais aliviada ainda fiquei por não ter sido
na sua presença .
Pode parecer orgulho, bom sejamos honestos é orgulho mas não é aquele
orgulho besta, só de pirraça, não meu bem é uma questão de brio.
Você covarde só me fez acusações pelo  puro prazer de me ferir
me provocando então a piores das dores a da alma ferida
Porém agora ela caiu.
E você agora é apenas uma lágrima que se foi
e deixa apenas a certeza de acabou.

Janaína Bonfim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os versos que te fiz



Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

                         Florbela Espanca

Penitência

Amo-te em silêncio
Porque o silêncio me acaricia
Toda vez que em ímpeto grito seu nome

Amo-te em silêncio
Porque de mim ele se apropria
E eu deixo-me levar pelo mesmo

O silêncio que para alguns
É a ausência do som meu caro
Para mim é mais que ausência é penitencia
Da qual mantenho-me acorrentado

Amo-te essa é a única certeza
Que possuo, ainda maior que a morte porque não?
Logo que a morte não precisa ser anunciada
Enquanto que  esse amor morre em mim calada


Amo-te ...


Janaína Bonfim.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Esperando

Não entendo porque ainda sonho com você
Não entendo porque é tão dificil de te dizer
Está obvio que era você dese o ínicio
Então porque não enxergamos antes?

Agora perco o sono escrevendo poemas
que você nunca vai lê
Fico ofegante toda vez que me encontro com você
E tenho medo de tranparecer o que dentro de mim
grita, ordena e imerge.

você me faz sentir protegida
Seu sorriso me deixa sem ar
E no seu abraço me sinto em casa
Será que isso que é amar?

Não sei não
Só sei que sigo esperando você
E sei que não é apenas paixão
É loucura e querer alé do querer !

Janaína Bonfim.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Se fosse amor...

Se fosse amor
Você não me esqueceria tão cedo
Se fosse amor
Estariamos juntos sem medo

Se fosse amor
 superariamos tudo
Eu estava pronto
Pra brigar com o mundo

Se fosse amor
Você não me abandonaria
Por causa de um punhado de palavras
Você não me deixaria assim só deixando mágoas

Pois é, mas eu amei
E sofre, só que agora acordei
E nem adianta apelar
Poque você nunca me amou e eu
virei a página ...


Janaína Bonfim.

- E agora ?

Você é tão presente em mim
Que ás vezes me pergunto se tudo
realmente acabou?

Me pergunto se o que sinto é amor
ou loucura ?
E se você é meu abismo
ou minha cura ?

Eu tento fugir, levantar
Mas os dias sem você parecem
se arrastar e me arrastar também

Erámos tão felizes
Você me amava tanto
E agora? Só me resta
pranto ...

Você está tão presente em mim
Que ás vezes me pergunto
Por onde ando ?

Janaína Bonfim.